Ausência prolongada pode prejudicar a volta. Longos períodos de afastamento podem prejudicar a carreira do profissional na empresa, segundo os especialistas em RH. "Se o executivo ficar muito tempo fora, pode encontrar uma companhia diferente daquela que deixou, descobrir que não quer mais trabalhar lá ou que as coisas mudaram tanto que talvez não exista mais espaço para ele na organização", explica José Mário Ferreira, coach do Instituto EcoSocial. Para Edenio Nobre, diretor de recursos humanos do BicBanco, uma ausência demorada gera descolamento do mercado e desatualização no andamento das atividades. É comum, portanto, o profissional ficar preocupado com o seu futuro na organização durante esse período, especialmente se ela estiver passando por grandes transformações. "O executivo terá de se adaptar a um novo contexto quando retornar." Segundo Luiza Cruz, gerente para o mercado corporativo da AxisMed, da área de gestão preventiva de saúde, o prazo considerado ideal para um afastamento é o que possibilita ao profissional voltar ao trabalho em plena capacidade para reassumir suas atividades. "Se ele conseguiu planejar o melhor período para sair de licença, sua condição de saúde era estável. Assim, o retorno provavelmente ocorrerá em até duas semanas, período que não vai interferir no planejamento da companhia", afirma. Algumas ações podem ser feitas para atenuar o desfalque de um colaborador. "Dependendo do caso, o líder pode acompanhar a distância o andamento dos principais projetos e se manter informado sobre os negócios da empresa", explica Teresa Gama, da consultoria Projeto RH. A qualidade do plano de substituição criado antes da saída e o tamanho da carga de trabalho herdada pelo substituto determinarão quanto tempo será possível suportar uma ausência de peso. Se o período de licença for longo, o gestor pode, conforme sua recuperação, dar suporte à empresa até ter alta plena. "Desde que isso não comprometa o objetivo maior dele e da companhia que é o restabelecimento da saúde", diz Ferreira. (JS)


