A gestão para chamar de sua Entretanto, o desenvolvimento destes modelos não é simples. Envolvem escolhas que permeiam as várias áreas de uma organização. Também envolve estudo do mercado de atuação, cultura organizacional, tentativa e erro, resiliência, entre tantos outros cenários. No fundo, todos estes modelos tentam produzir mais ou melhor, usando cada vez menos investimentos, o que é lícido.
Marcos Vono
Frequentemente ouvimos falar de novos modelos de gestão. Falando de maneira muito simples, estes modelos nada mais são do que a forma, o “jeito” pelo qual algumas empresas encontraram para resolver seus problemas de competição no mercado. Ou seja, a tática escolhida para ganhar o jogo, cada vez mais acirrado.
As companhias buscam aumentar sua competitividade no que se refere à gestão de custos, alcance de metas “agressivas” em relação ao mercado, atração e retenção de talentos, entre outros aspectos. Isso faz com que alguns destes modelos de gestão tornem-se verdadeiras referências.
O que gera sex appeal de um modelo para outro, no entanto nada mais é do que o nível de retorno que algumas empresas geram em relação às outras. Quando maior este resultado, alcançado em um menor tempo, maior também será o sex appel. E, ao final, percebemos que nas organizações de hoje tudo parece ter se reduzido a isto.
Há casos de empresas, por exemplo, que desenham seus modelos em função de uma visão de médio e longo prazo. Há outras que , por sua vez, focam em resultados de curtos prazo, com crescimento elevado, se comparados com o segmento em que atuam.Verificamos que os modelos são elaborados muito em razão de quem comanda a companhia, dos seus conselhos de administração, dos executivos que fazem parte do seu staff edo segmento na qual está inserida.
Provavelmente, muitos aspectos são comuns na maior parte destes modelos de gestão. Porém, e a escolha exata do modelo que irá definir uma empresa como única, singular, criando uma identidade que será duradoura e um fator de vantagem competitiva. Por isso, a adoção de um novo formato para gerir qualquer negócio deve pressentir de uma reflexão profunda, que exige análises detalhadas de cada área que integra a organização.
Ocorre que , na prática, muitas vezes ,isto não é observado e os modelos de gestão são implementados sem estudo mais apurado. Alguns líderes, na pressa por resultados, preferem “fatiar” estes modelos, fazendo uso daquelas partes que mais atendem às necessidades imediatas da companhia. Esta é uma pràtica cada vez mais comum, verdadeira realidade em muitas organizações. Há ainda os modelos de gestão efêmeros, que são alterados na medida em que as demandas internas também são mudadas. As empresas, de maneira geral, trabalham com quadros enxutos e metas ambiciosas, mas no momento da contrapartida, o modelo de gestão é outro. Muda-se a regra do jogo sem avisar aos jogadores.
RH.
É o departamento de RH que deve iniciar os esforços para que todos reconheçam, especialmente os líderes, a necessidade de um modelo mais compatível as características de determinada empresa.
Neste sentido, o monitoramento contínuo do ambiente interno é ferramenta extremamente importante para o êxito de qualquer modelo. Só com está análise será possível avaliar o clima organizacional, adotando medidas corretivas ou preventivas, garantindo aprimoramento, a solução sistemática de falhas e, consequentemente, a evolução da empresa.
A prática nos aponta os benéficios e vantagens de se investir e dar espaço para que o RH atue de maneira estratégica. Na verdade, este é um caminho sem volta para aquelas organizações que pretendem chegar ao futuro em condições realmente competitivas, destacando-se pela inovação e pela capacidade de superar as adversidades impostas pela modernidade.


