Problemas não podem ser apenas contornados. Qualquer pessoa no local de trabalho já se deparou com problemas e conseguiu contorná-los com sucesso. No entanto, o problema não é resolvido e a pessoa é forçada a "contorná-lo" novamente na próxima vez em que se deparar com ele. Anita Tucker, professora associada de administração de empresas em tecnologia e gerenciamento de operações da Harvard Business School, identificou os tipos de "culturas do contorno" em um estudo realizado com enfermeiras nos principais hospitais dos Estados Unidos. Embora essas soluções - como tomar emprestados equipamentos médicos de outras unidades - funcionem no curto prazo, no longo prazo elas podem levar a erros médicos, desperdício de recursos e contribuir para o esgotamento do funcionário, afirma Anita. Elas também podem criar, segundo a professora, uma "cultura do contorno" estabelecida na organização, que por sua vez pode levar as pessoas a descartar a ideia de tentar melhorar a situação, levando-as em vez disso a aprender a conviver com o problema. A pesquisa identifica as políticas de uma organização e o comportamento administrativo como as raízes do problema. Se uma enfermeira acreditar que ao alertar seu chefe um problema será resolvido, então existe uma grande probabilidade de que o problema será informado. No entanto, se a profissional se sentir pouco valorizada e trabalhar em uma organização onde os gestores não têm interesse em tomar conhecimento dos problemas, ou tentar resolvê-los, provavelmente não informará o caso, preferindo continuar contornando a situação.


