Uma ajuda para encontrar o caminho
Mais abrangente, o ‘teste’ virou ‘orientação’ vocacional e vai além de perguntas e respostas

Eleni Trindade,
Jornal da Tarde

Diante de tantos cursos e carreiras disponíveis hoje em dia, muitos jovens ficam perdidos quando têm de escolher a profissão que vão exercer por boa parte da vida. Uma ferramenta útil para orientar a escolha pode ser o teste vocacional. Hoje, a avaliação é bem mais abrangente e é chamada pelos especialistas de orientação vocacional. “Normalmente, o que se faz hoje é um processo de reflexão sobre as aptidões da pessoa e não um teste que dá uma resposta pronta sobre qual profissão exercer”, afirma Regina Sônia Gattás do Nascimento, responsável pela área de Orientação Vocacional da Clínica Psicológica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

O preenchimento de um questionário é apenas o começo do processo. Fazem parte da orientação vocacional entrevistas com psicólogos em sessões individuais ou em grupo, além de dinâmicas, análises e conversas sobre os interesses, valores e aptidões do estudante. “Durante a orientação, o jovem recebe uma visão geral das áreas e cursos e descobre quais das suas aptidões são valorizadas em cada profissão. Com isso, ele começa a enxergar as melhoras alternativas para decidir”, explica Cirlene Werneck, vice-presidente de Treinamento, Desenvolvimento e E-learning da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional).

De acordo com Jane Souza, psicóloga e consultora de Recursos Humanos do Grupo Soma, quem tem dúvidas sobre em qual área pretende atuar, deve primeiro pensar no que mais gosta de fazer e deixar de lado as carreiras que estão na moda ou a pressão da família. “Costumo dizer que a pessoa pode se sair bem em qualquer área que escolher, mesmo que seja um setor saturado de profissionais. Se a pessoa trabalha com o que gosta, consegue fazer a diferença”, diz ela. “Outra medida importante é buscar o máximo de informações sobre as carreiras das quais a pessoa tem mais dúvidas a respeito de como é o dia-a-dia do profissional.”

Mas as pessoas não devem criar uma expectativa e esperar soluções fáceis. “Não se deve esperar respostas mágicas, porque isso não existe”, enfatiza Fabiano Fonseca da Silva, professor de Orientação Vocacional e Instrumentos de Avaliação Pedagógica na Universidade Presbiteriana Mackenzie e psicólogo do Serviço de Orientação Profissional da USP. “As entrevistas com os psicólogos são instrumentos que auxiliam na identificação de valores, perfis emocionais, potenciais e história de vida da pessoa. Por isso, eu costumo dizer que escolher a profissão é uma atividade que dá trabalho.”

Segundo Sami Boulos Filho, diretor da Boulos Consulting, consultoria especializada em Recrutamento e Seleção de Executivos, um erro comum é se limitar a uma avaliação e acreditar nela. Se for assim, a possibilidade de frustração é maior.

O ideal, segundo Boulos, é fazer vários testes para que vários ângulos da personalidade e das habilidades da pessoa sejam avaliados. “Conhecendo melhor suas competências, a pessoa terá mais tranquilidade para escolher a profissão


 Nossas Considerações Complementares:

Cada indivíduo possui seus valores, potenciais e aptidões naturais que nortearão sua jornada profissional. Nada mais justo e racional em descobrir quais as principais ou as mais fortes vocações de cada pessoa antes de iniciar sua carreira, pois uma vez conhecido seu ponto forte ficará mais prazeroso exercer uma profissão que dê vazão as suas aptidões

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