Em busca do tempo perdido Intervalos e atividades na internet devem ser permitidas, mas com moderação As famosas “paradinhas” durante a jornada de trabalho são, na maioria das empresas e instituições, perfeitamente normais e aceitáveis. Interromper um relatório para tomar um café com o colega ou efetuar um telefonema para resolver problemas particulares não costuma ser motivo de demissões ou advertências. Porem, pesquisas apontam que esses abusos podem gastar até 20% do tempo de um dia. Como saber quando seus funcionários estão passando dos limites e comprometendo o desempenho? O professor afirma que as melhores práticas dentro da empresa ou escola são conscientizações sobre o acesso e restrição de páginas que não irão agregar ao trabalho. “Quando andam em paralelo, esses métodos costumam ser mais eficazes. Para algumas funções, não há nenhum sentido em deixar programas como o MSN liberados”. Por outro lado, o gerente de projetos do Grupo Soma Consultoria de RH, Ele ressalta que a área de recursos humanos precisa estabelecer metas claras aos colaboradores, não deixando que o funcionário presuma o que a empresa espera de resultados. “Alem disso, avaliação de desempenho é algo imprescindível. Pouco importa quanto tempo ele passa na internet; o que interessa, no final das contas é sua produtividade” O consultor Newton Ferreira afirma, ainda, que as instruções devem ter cuidado na hora de implantar práticas como o “Casual Day” (comum em paises como Estados Unidos, permite que funcionários de empresas muito formais se vistam de maneira casual nas sextas-feiras). “O problema é que, em muitas empresas, as pessoas se sentem demasiadamente descontraídas causando prejuízos ao trabalho. Nas minhas consultorias, tenho a impressão de que nesses dias as pessoas produzem, no maximo, metade do período”. · Urgente é tudo que se tem se fazer no mesmo dia, e não é possível deixar para finalizar na manhã seguinte. · Critica é uma atividade que precisa ser acompanhada de perto, uma pendência.. · Normal é tudo o que faz parte da agenda convencional. É como os gestores podem perceber que a equipe está perdendo muitas horas com a internet ou em paradas para descanso? O principal é conferir se as metas são cumpridas. “Estipule de forma clara as atividades e o tempo que elas demandam”, orienta Paulo. Fazer acompanhamento para sanas eventuais duvidas, dificuldades e verificar o desempenho também é uma regra a ser seguida. “O líder deve estar sempre presente. A máxima é: confiar é bom, mas conferir é melhor”, salienta Newton. Entretanto, Descanso O tempo que os trabalhadores usam para “espairecer” é, de acordo com Newton e Paulo, uma via de mão dupla positiva. “Vi uma prática bastante interessante em uma fábrica. Na área de lazer, para os intervalos, foram instalados alguns computadores com acesso livre a internet. É uma maneira de investir no colaborador, já que o funcionário, alem de descansado, vai de sentir valorizado” acredita Newton. O gerente de projetos do Grupo Soma diz que os intervalos, alem de serem fundamentais para o bem-estar do trabalhador, ajudam as empresas a evitar possíveis afastamentos por doença do trabalho. “A maioria das pessoas trabalha na frente de um computador. É preciso descansar a vista, alongar os músculos, assim como nas atividades braçais, que cansam muito. Se as paradas no trabalho são feitas com responsabilidade e controle, as conseqüências serão somente benéficas”. É Legal! Pesquisa de Privacy Foundation estima que 27 milhões de funcionários no mundo todo tem seu uso de internet controlado pela organização onde trabalham. Segundo o advogado especialista em direito na internet, Alexandre Rodrigues Atheniense, as empresas podem monitorar o que o funcionário faz na internet e um funcionário pode ser demitido por justa causa se acessar sites de conteúdos proibidos pela política da empresa. “Porem, esse controle deve ser feito por meio de um sistema de informática da organização, não por meio de fiscalização pessoal”. O funcionário só pode responsabilizar a empresa por invasão de privacidade caso ela utilize algum dado ou informação pessoal pesquisada para demiti-lo. “Se a pessoa acessou um exame médico e viu que tem uma doença grave, por exemplo, a empresa jamais pode pegar esse resultado e tomar a decisão de demitir, sob pena de grave punição”, explica o advogado. E isso se estende se estende a acessos a conteúdo que sejam, por ventura, inadequados. “Existe o caso de um funcionário de banco que foi pego remetendo fotos pornográficas de terceiros. Nessa condição, a justiça entende que a demissão é justa, mas, se as fotos fossem dele mesmo, a empresa não poderia dispensar os serviços”, esclarece Alexandre. O único pais do mundo, de acordo com o advogado, em que a empresa pode monitorar e julgar absolutamente tudo que o funcionário faz na internet é a Finlândia. Existe uma lei no pais que concede esse julgamento por conta de um segredo industrial que vazou da empresa de celulares Nokia. “No Brasil, as empresas estão se dando conta do patrimônio inestimável que existe dentro de um computador e cada vez mais vemos as instituições tomando precauções para evitar danos. Mas, no nosso país, cada caso é julgado isoladamente. Não há uma regra única”.
Por Isadora Rupp - Gestão Educanional
Um mecanismo que tem contribuído para a perda de horas do trabalho é a internet, principalmente os sites de relacionamento, de vídeos e programas de conversa simultânea. De acordo com o professor e psicólogo especialista em recursos humanos, Newton Ferreira, principalmente é importante que a empresa defina um política clara. “Algumas instituições deixam a internet livre e aberta, outras proíbem o acesso a determinadas páginas. O ideal é informar o funcionário, logo na contratação, sobre o que é ou não permitido”.
Para conseguir gerir bem nosso tempo produtivo, há, segundo o professor e psicólogo especialista em recursos humanos, Newton Ferreira, uma atitude imprescindível: foco. Defina aonde quer chegar. Tenha metas diárias e organize uma agenda em ordem de prioridades urgentes, criticas e normais.


