Em meio à crise, empresas valorizam funcionários que buscam qualificação Na avaliação do gerente de tecnologia industrial do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de São Paulo, Osvaldo Lahoz Maia, fazer curso em momento de turbulência econômica ajuda o funcionário a "manter a empregabilidade". "Sempre foi importante se especializar, independente de crise. Com a crise, esse aspecto fica mais ressaltado. O funcionário percebe que precisa com urgência se capacitar para manter o conceito da empregabilidade", diz o gerente do Senai. Promoção Ele avalia que, em razão do momento econômico, o funcionário interessado na ajuda financeira da empresa para estudar precisa esperar "o melhor momento". Paulo Ishimaru, gerente de comunicação do Grupo Soma, empresa especializada em recrutamento e seleção, destaca ainda que a capacitação é importante também para os desempregados. "Fiz curso de medicina chinesa, especialização em acupuntura e participei de simpósios. Acho que, de alguma forma, você tem de se sobressair sobre os demais. Fazer cursos é forma de se valorizar", conta. A fisioterapeuta já se matriculou em uma pós-graduação em fisioterapia pneumo-funcional. O curso começa em março. "Mesmo com crise, é preciso investir na carreira", diz.
Para especialistas, crise deve ser encarada como oportunidade.
Cursos podem ser diferencial do profissional, avaliam.
Mariana Oliveira Do G1, em São Paulo
No atual momento da economia, em que muitas empresas cortam gastos em razão da crise financeira internacional, o profissional que busca qualificação ganha mais valor no mercado, segundo especialistas da área de trabalho.
Atualmente, há pelo menos 396 cursos gratuitos de formação profissional com inscrições abertas ou programadas oferecidos pelos governos estaduais.
O consultor de recursos humanos Aloisio Buoro, da DBM Consultoria, aponta que um profissional capacitado pode buscar promoção mesmo em tempo de crise.
"Mesmo que agora esteja difícil falar em promoção, elas [as promoções] não estão congeladas. Para quem se qualifica, não é uma coisa inviável."
"Assim que consigo executar algo que planejei, ganho pontos, e isso abre portas para um pedido desse tipo", afirma Buoro.
"Para o profissional de seleção, saber que o candidato faz cursos é diferencial na entrevista. Capacitação nunca é demais."
Reciclagem contínua
Embora seja autônoma e não tenha chefe, a fisioterapeuta Pâmelyn Salaro Françoso, de 26 anos, afirma que busca se reciclar desde que saiu da faculdade, em 2004.


