Crítica mal feita pode trazer problemas Qualquer conversa com funcionário deve ser feita em particular e educadamente Nina Regato - Jornal Sete Uma maneira errada de criticar um funcionário pode acarretar, além de conflitos, queda de produção na empresa. Segundo o gerente de comunicação do Grupo Soma, Paulo Ishimaru, quando um líder faz uma crítica ela nunca deve ser baseada em questões pessoais. Outro cuidado fundamental é fazê-la educadamente. "Não pode abordar o empregado de forma ríspida. É com conversa que se resolve as coisas." Ishimaru salienta que qualquer conversa que envolva a competência do funcionário deve ser feita em particular, em uma sala de reunião ou se for o caso fora do local de trabalho. "Se a crítica for feita de maneira errada, a situação não piora só para o empregado mas para a empresa em geral", afirma o especialista. Quando o supervisor percebe que o funcionário não está rendendo como deveria tem que saber o que está acontecendo e, se for um problema pessoal, ver se a empresa tem como ajudá-lo. Segundo o profissional, se o patrão faz uma crítica tem que saber apontar a solução e se a pessoa tem condições de colocá-la em prática. "Se o chefe está cobrando mais do que o empregado pode tem que dar treinamento para isso. Assim como quando ele tem todas as ferramentas para desempenhar bem o cargo e não está cumprindo suas tarefas, o patrão precisa avaliá-lo." Em todos os casos, explica Ishimaru, a transparência entre duas partes é sempre importante. "O trabalho deve ser um ambiente e que as pessoas tenham tranquilidade para trabalhar bem."


