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Cursos culturais rápidos agregam valor ao currículo na contratação, contudo, esse item pesa pouco, dizem consultores

Maria Carolina Nomura - Portal IG
19/10/2009

Incluir no currículo cursos de curta duração sobre cultura geral pode colaborar para chamar a atenção do recrutador, se estiverem em harmonia com o objetivo profissional do candidato.

É o que afirma Paulo Ishimaru, gerente consultivo do Grupo Soma. “Caso o candidato almeje uma colocação em empresas como livrarias, agências de publicidade ou qualquer outra na qual a atividade cultural seja recorrente, esses cursos ajudam o selecionador a identificar uma sinergia entre profissional e empresa”, diz.

Diferencial - O consultor ressalva, contudo, que citar a realização do curso não será o diferencial do currículo, apenas parte dele.

A opinião é compartilhada pelo empresário Alexandre Costa, que tem uma escola de idiomas. Para ele, projetos de cultura geral podem dizer bastante sobre o candidato. “Esses cursos mostram o real interesse daquela pessoa, o que chama a sua atenção e isso pode ser importante na hora da entrevista.”

No entanto, Costa afirma que em sua experiência de seleção, esses cursos não definem a contratação. Ele conta que, dependendo do caso, pode parecer estranho se o curso não é ligado à área de atuação da pessoa. “Por exemplo, um engenheiro que faz um curso de história da arte. É interessante para ele como cultura geral, mas eu perguntaria o que o levou a fazer um curso tão fora de sua área de atuação.”

José Roberto Machado, diretor comercial Grupo Gente, empresa de recursos humanos, acrescenta que tudo o que agrega conhecimento técnico ou cultural vale, e muito, para a análise dos currículos.

Desempate - Ele explica que existem muitas empresas que colocam esses cursos como diferencial quando há igualdade de condições entre candidatos que disputam a mesma vaga. “É claro que, para algumas funções mais específicas, essa informação pode não significar fator importante na escolha do candidato. Mas no contexto geral, é bem-vindo ao mercado este tipo de conhecimento e habilidade.”
 
Paulo Ishimaru diz que um currículo bem elaborado deve conter um conjunto de valores que são os conhecimentos sobre o trabalho que se propõe a realizar; as habilidades adquiridas e desenvolvidas durante a realização do trabalho e as atitudes positivas que contribuíram para o bom desempenho das funções.

“O currículo é o início do processo de contratação. Enfeitar muito ou descuidar de seu conteúdo podem fazer a diferença. O bom senso sempre é a melhor atitude na hora de concebê-lo tornando-o objetivo, sem deixar de lado os diferenciais do candidato”, aconselha.


 Nossas Considerações Complementares:

O currículo do latim “ trajetória da vida” da pessoa que o escreveu, deve constar tudo que for relevante de suas realizações, para que ao lermos possamos ter uma noção clara de seus, conhecimentos e habilidades. Informações de cursos, perfil, empresas, contatos, etc, em demasia ao invés de ajudar podem atrapalhar.

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