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Cursos profissionalizantes abrem portas para o mercado de trabalho Eles fornecem mão-de-obra especializada aos setores do mercado de trabalho que crescem rapidamente no Brasil Susy Murakabi – Nippo Brasil Quem voltou do Japão e procura por uma vaga no mercado de trabalho, mas tem pouca experiência ou formação na área em que deseja atuar, pode optar por um curso profissionalizante para conseguir um emprego no Brasil. Cursos desse nível podem servir como um pontapé inicial para quem quer se iniciar no mercado ou para aquelas que buscam uma nova oportunidade. Como as matérias são direcionadas para a formação profissional, os cursos profissionalizantes geralmente fornecem mão-de-obra especializada aos setores do mercado de trabalho que crescem rapidamente. Há pessoas que também os procuram para aprimorar os conhecimentos já adquiridos no mercado. Para a especialista em recursos humanos do Grupo Soma, No Brasil, existem instituições que oferecem capacitação profissional a curso prazo para funções especificas. As entidades do sistema S, que incluem Senai e Senac, por exemplo, são as mais conhecidas. As prefeituras de muitos municípios também oferecem esses cursos. Em algumas, como em Suzano, na Grande São Paulo, os ex-dekasseguis podem aproveitar os cursos oferecidos pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Negócios e Turismo, em parceria com o Sebrae. Os cursos profissionalizantes de curso prazo, que duram entre três e quatro meses, são oferecidos pela prefeitura. Mecânica, certificada pelo Senai, telemarketing, panificação e informática são algumas das aulas ministradas gratuitamente na cidade. Segundo Zenilda Castlho, coordenadora da RH internacional, as empresas, levam muito em conta cursos do Senai e do Senac quando a vaga é para o setor operacional. Muitas exigem um conhecimento mínimo como quesito para contratação. Em centrais de encaminhamento, como o Centro de Atendimento ao Trabalhador (CAT) da Secretaria Municipal do Trabalhador de São Paulo, por exemplo, havia 780 vagas para a área de segurança, vigilância e portaria que pediam cursos na área. A gerente do setor de monitoramento e avaliação do CAT, Daniela Sampaio, diz que há dificuldade em encontrar mão-de-obra para cargos específicos, como confeiteiro e serralheiro. “Nesses casos, é preciso ter curso na área”, declara. Depois de um curso técnico em eletrônica e dois abis trabalhando como dekassegui entre 2005 e 2007, Celso Massao Yamaguti, 44, voltou para Curitiba, Paraná, disposto a seguir um novo rumo. Para isso, informou-se sobre as áreas que poderiam oferecer boas oportunidades e optou por um curso em segurança do trabalho. Ele investiu cerca de R$3,6 mil pelo aprendizado que durou um ano e meio. Alguns meses depois do início das aulas, já estava empregado em uma clínica de medicina e segurança do trabalho. “Valeu a pena investir no curso e se tiver outra oportunidade pretendo fazer outros”, revela. Áreas como comércio, telemarketing e informática são algumas das que mais contratam no momento, segundo especialistas. De acordo com o Senac, a maior procura por cursos está nas áreas de comércio, informática e turismo e hospitalidade. O crescimento em 2008, em relação a 2007, foi 13%, 12% e 1% respectivamente. A instituição oferece 752 cursos de formação inicial e continuada, sendo que 27% deles são gratuitos.
RRdde |
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