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Diversão no trabalho aumenta a produtividade e dribla a crise Luciele Velluto e Priscila Dadona - Jornal da Tarde Cinema no horário de almoço, passeio de balão, mesa de pingue-pongue. Para algumas empresas, aliar diversão com a produtividade é essencial para manter a motivação dos funcionários em alta. E a crise econômica internacional não diminuiu os planos das companhias na área de recursos humanos e as que optaram em manter os programas conseguiram sentir menos os efeitos da turbulência mundial. Uma pesquisa da Mercer Consultoria com 200 empresas mostra que o custo com benefícios (de plano de saúde a ações de divertimento) subiu de 18% do gasto com a folha de pagamento mensal entre os anos de 2007 e 2008 para 22% de 2008 para 2009, o que aponta um maior investimento nessa área mesmo com a crise. “Essas ações vão além da política de investimentos. São estratégias de negócios”, afirma Alexandre Espinosa, consultor da Mercer. Para as empresas, os custos com programas inusitados para motivação não são mais vistos como gasto e, sim, como investimento. E há retorno. “Por meio de pesquisa de clima percebemos que há uma maior satisfação e comprometimento dos funcionários. Isso pode ser relacionado com a melhoria de produção”, explica a consultora de Recursos Humanos do Grupo Soma, Jane Souza. César Souza, da Empreenda Consultoria, enxerga, também, uma mudança de tendência. Em vez de promover eventos só com diversão e relaxamento, as organizações incluem conteúdo. “Há uma busca muito clara por programas que dão resultados. Técnicas de relaxamento e divertimento sem conteúdo estão caindo por terra”, acredita. A Visa Vale, empresa de emissão e administração de cartões de benefício, tem diversos programas para relaxar e incentivar seus funcionários a trabalharem com mais empenho. As ações vão desde um cinema na hora do almoço a até show de música no próprio escritório. “A pesquisa de clima anual mostrou um crescimento de 50% para 80% de aprovação de 2005 a 2008. Com isso, conseguimos obter um crescimento de 29% ao ano e ainda temos 94% dos nossos clientes satisfeitos. Uma coisa não poderia acontecer sem a outra”, comenta Roberto Pina, diretor financeiro. Os programas de motivação serviram para manter os níveis produtivos mesmo em período de crise, pois ajudou a diminuir o clima de tensão no ambiente de trabalho. “Quem manteve os planos para essa área sai na frente no momento que a crise começa a se dissipar, pois não faltou fôlego para o pessoal durante o período mais difícil”, afirma a consultora de carreira, Isabel Macarenco. No caso da Avaya, empresa de soluções em telecomunicação, a crise não mexeu com os programas. “Isso manteve a nossa produtividade, mesmo no momento de maior tensão”, diz Tatiana Tafuti, gerente de Recursos Humanos. Ter funcionários seguros foi o objetivo da Dedic, empresa da área de telemarketing, ao implantar iniciativas de relaxamento. Além de uma sala de “descompressão” (espaço para relaxar e descansar), a companhia contratou massagistas para “desestressar” os funcionários. Segundo Wagner da Cruz, diretor de Recursos Humanos da empresa, as iniciativas dão resultado. O nível de absenteísmo (faltas) na empresa é de 4%, enquanto a média do mercado varia de 10% a 11%. “Os custos com as faltas caíram cerca de 50%”, afirma Cruz. No Santander Real, programas de qualidade de vida já fazem parte da cultura do banco. Entre eles, estão práticas de esportes, ações de solidariedade, de relaxamento e eventos culturais. Para Maria Cristina Carvalho, superintendente de RH do grupo, medir o retorno das ações no faturamento do banco é o principal desafio. “O que sabemos é que uma pessoa de bem com ela mesma, trabalha melhor, vive melhor em casa e atende melhor o cliente”, diz. VISA VALE SETOR: empresa emissora e administradora de cartões de benefícios AVAYA SETOR: empresa de fornecimento de produtos e serviços DEDIC SETOR: telemarketing DHL SETOR: logística TECAD SETOR: imobiliário DIGITALE SETOR: agência de publicidade digital
SETOR: saúde SANTANDER REAL SETOR: financeiro AÇÕES PARA MOTIVAÇÃO: Semana Santander com atividades esportivas e de ação social; ingressos para museus, shows, cinemas, corrida de Fórmula 1 e outros espetáculos que o banco patrocina. Participação de funcionários em maratonas de rua, aulas de ioga, meditação durante o expediente, torneios esportivos e coral. A instituição ainda paga 50% da academia de ginástica do funcionário para estimular a qualidade de vida. RESULTADOS: Níveis de satisfação altíssimos com filas de espera de funcionários querendo participar das atividades. Melhor produtividade e satisfação do funcionário levou a uma melhora no atendimento ao clientes. Nossas Considerações Complementares: Qualidade de vida cada dia mais é foco nas empresas para que tenham profissionais mais equilibrados e menos estressados, como conseqüência as organizações terão mais produtividade e aumento do lucro por funcionário. Qual é a sua opinião? nós queremos saber ou acesse nosso Blog
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