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Bom profissional não pode ser discriminado, diz gerente


“Não vejo com bons olhos essa iniciativa”, diz o gerente de Recursos Humanos (RH) da Gelre Trabalhos Temporários, Vanderlei de Moraes, sobre a nova tendência de as empresas priorizarem abertamente os não fumantes. “Vejo a posição das empresas como preconceituosa e arbitrária. Em primeiro lugar, elas precisam realizar campanhas para que o funcionário pare de fumar”, diz.

O bom profissional, segundo ele, não pode ser discriminado só porque fuma. “Ele não deve ser excluído do mercado de trabalho por fumar. Não que eu defenda o consumo do cigarro, mas existem várias outras formas de o funcionário se dispersar num ambiente de trabalho”, acrescenta.

O gerente da Gelre lembra que há profissionais que passam longos períodos, por exemplo, grudados no telefone. “O funcionário fica discutindo a relação com a mulher em pleno expediente. Sabemos que isso ocorre bastante em uma empresa. Mas não é por causa disso que ele é um mau profissional. As empresas precisam rever essa posição (de não contratar os fumantes).”

Desvantagem

Para a especialista em recursos humanos do Grupo Soma Jane Souza, o próprio fumante sabe que está em desvantagem quando participa de uma seleção de emprego.

Jane também defende que sejam ampliadas as ações nas empresas para que o trabalhador largue o vício do tabaco. “Campanhas educativas realmente são a melhor forma de reduzir o consumo do cigarro dentro do ambiente de trabalho”, diz.

Ela afirma que não recebeu nenhuma orientação para priorizar não fumantes após a entrada em vigor da nova lei. “Sinceramente, não recebi esse pedido ainda. É claro que sabemos que as empresas preferem o não fumante. Mas ainda estamos levando em consideração em nossas seleções, em primeiro lugar, a competência dos candidatos”, conta a especialista em RH. Segundo ela, a nova situação vem levando os próprios fumantes a rever a disposição de parar de fumar.


 Nossas Considerações Complementares:

Enquanto o profissional for útil para empresa em que trabalha e der resultado as chances de serem vitimas de preconceito contra fumante são remotas, mas quando a produtividade for baixa, aí tudo vira motivo de descontentamento por parte de seu empregador.

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