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Seja você, mas sem exagero Eleni Trindade - Jornal da Tarde Sentir-se à vontade no local de trabalho é muito importante para a produtividade do funcionário e para o bom relacionamento com colegas e chefia. Mas exagerar nos enfeites sobre a mesa não é recomendado. Em geral, os especialistas dizem que os funcionários devem ter bom senso.“As pessoas passam boa parte de seus dias no trabalho”, diz Ralph Arcanjo Chelotti, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH). “A personalização desses ambientes visa criar um certo conforto e a sensação de que estamos em um lugar que nos diz respeito e tem a nossa cara. Esse é um processo de identificação e, em geral, é algo positivo porque revela que o empregado consegue estabelecer vínculos afetivos com o espaço de trabalho.” “Há registros de que até em prisões as pessoas buscam dar um toque individualizado a seus espaços, o que é uma característica do ser humano. Mas há pessoas que perdem o controle ao acumular caixas, folhetos e outros objetos e devem ser estimuladas a se livrarem do que é inútil”, aconselha Chelotti. Segundo ele, uma mesa sem nenhum tipo de adorno pode passar dois tipos de mensagem. “Pode ser que a pessoa não tenha criado vínculos com seu local de trabalho, mas pode significar que a pessoa é reservada e não gosta de mostrar o que é.” A primeira providência do funcionário é saber qual é o procedimento da empresa. “É bom se informar com colegas e chefes se a decoração da mesa não tem restrições. Se for liberado, a pessoa deve arrumar a mesa para que ela seja seu cantinho na empresa, mas sem exageros, principalmente se a mesa ou bancada for dividida com outros colegas”, diz Fernanda Montero, consultora da Cia de Talentos. “Tudo vai depender do tipo de empresa onde a pessoa atua. Escritórios de advocacia, por exemplo, tendem a ser mais sóbrios e discretos. Já agências de publicidade abrem mais espaço para que a pessoa coloque enfeites que estimulem a criatividade.” Ao adornar a mesa de trabalho, o funcionário deve evitar chamar muita atenção sobre si. “Há empresas que investem na decoração dos ambientes e escolhem móveis com a intenção de transmitir uma determinada imagem aos seus clientes e, por isso, deixam claro aos funcionários que não permitem a colocação de enfeites nas estações de trabalho, mas quando a empresa não tem posição clara sobre esse assunto, deve-se primar pela discrição”, recomenda Paulo Ishimaru, gerente consultivo do Grupo Soma, especializado em soluções para Recursos Humanos. “Imagens religiosas merecem mais atenção e devem ser o mais discretas possível, assim como não se deve exagerar nas fotos de famílias e de viagens. Se a sua mesa está desproporcional às demais, tem alguma coisa errada.” O consultor de etiqueta Fábio Arruda, autor do livro Eficiente & Elegante - Guia de Etiqueta Profissional, é mais incisivo. “O excesso de badulaques na mesa tira o foco da imagem profissional da pessoa e passa uma imagem de despreparado e infantilizado”, diz ele. “Em ambientes mais descontraídos, é até tolerável que a pessoa busque inspiração em cores, objetos e imagens variados sobre a mesa. Isso acontece muito com quem trabalha com publicidade e moda, pois a pessoa busca inspiração o tempo todo. Mas, no geral, o ideal é colocar o mínimo de enfeites sobre a mesa.” O que não significa que o funcionário será avaliado pelo aspecto da sua mesa, garante o presidente da ABRH. “Há muito tempo que as empresas, pelo menos as mais sérias, deixaram de avaliar um empregado pelo modo como ele arruma a mesa. O que conta são os resultados que a pessoa traz”, diz ele. “É preciso tomar cuidado com avaliações precipitadas. É claro que o ser humano se expressa não apenas pela fala e gestos, mas também por objetos, o que não quer dizer que aquele profissional que mantém a mesa rigorosamente arrumada é perfeito. Talvez o interior das gavetas nos fale mais sobre as pessoas que a aparência de suas mesas.”
Preze pelo bom senso. O ideal é se sentir bem no ambiente de trabalho, mas respeitando as regras da empresa Geralmente, pessoas mais extrovertidas, expansivas e comunicativas transmitem essas características por meio da decoração da mesa Os mais reservados preferem mesas com poucos objetos para não demonstrar quem são, o que não significa que sejam desvinculados do ambiente de trabalho A partir do momento que caixas, folders, folhetos, presentes, plantas e placas, entre outros objetos, começarem a sobrecarregar a mesa, correndo o risco até de invadir o espaço do vizinho, é preciso fazer uma ‘faxina’ Para evitar o acúmulo, é recomendável que, de tempos em tempos, sejam retiradas as coisas que não são mais úteis, facilitando a organização Nossas Considerações Complementares: Deixar seu local de trabalho adequado para sua atividade e ao mesmo tempo personalizado são comuns em diversos portes de empresas, umas mais ousadas e outras mais conservadoras, o profissional deve entender qual a cultura da empresa para que não sinta-se um estranho no ninho. Qual é a sua opinião? nós queremos saber ou acesse nosso Blog
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