A importância da vivência internacional na carreira Fátima Carvalho* Jornal: O Estado de S.Paulo Sempre dizem que o conhecimento é a chave do desenvolvimento e que cada um deve ser responsável por sua carreira, não terceirizando esta responsabilidade para a empresa ou seus superiores. O conhecimento pode será adquirido de várias formas, em escolas formais, treinamentos empresariais, congresso, seminários, universidades corporativas, seja por iniciativa própria, ou ainda por exigência da empresa para que se atualize. Porém, o que o mercado realmente valoriza são as pessoas que procuram opções para se autodesenvolver. Entre estas alternativas está interromper temporariamente o trabalho para buscar aprimoramento por meio de mestrado ou doutorado, cursos que exigem dedicação quase que integral, pois, alem de cursar as disciplinas, o aluno investe muito tempo em pesquisa. Outra tendência que vem ganhando cada vez mais adeptos é fazer um intercambio no exterior para buscar uma formação diferenciada e mais valorizada no mercado de trabalho. Dependendo da carreira que se quer seguir, principalmente em nível executivo, estes tipos de formação enriquecem o currículo profissional e abrem várias oportunidades de trabalho e carreira. Decidir-se por este modo de desenvolvimento é algo somente feito por pessoas com visão de longo prazo, que visualizam nesta pauta um trampolim para alcançar oportunidades maiores e melhores do que se seguissem o fluxo normal dentro das empresas. Ressalta-se que as novas estruturas organizacionais oferecem menos cargos para promoções. Porem, paralelamente, existem desempenho de alta performance dos profissionais, novas competências, habilidades e conhecimentos em curto espaço de tempo. Desta forma, pessoas com formação diferenciada ultrapassam vários estágios na frente de outros profissionais que têm o mesmo nível de carreira. O maior diferencial em estudar dentro do País ou fora não é o conteúdo ministrado nas escolas, já que no Brasil muitas instituições, mas sim o que se usufrui ao conhecer novos espaços, museus, bibliotecas, centros de pesquisas, galerias de arte. E a oportunidade de visitar lugarejos, cidades e castelos e. principalmente, aprender novas culturas. Podemos concluir que a experiência em outros paises é importantíssima para o aperfeiçoamento profissional e o fomento do seu próprio nível cultural em ambientes de trabalho e negócios que a cada dia se globalizam mais e, portanto, exigem profissionais de culturas diversificadas. Portanto, se você ainda está indeciso se deve pedir ao seu superior um tempo para ficar fora da organização para se autodesenvolver e propiciar a empresa um profissional melhor do que você já é, comece a preparar passaporte, bagagem e siga em frente. O resultado final faz valer qualquer sacrifício. *Fátima Carvalho, consultora de RH e Responsabilidade Social e docente do Grupo Cruzeiro do Sul Educacional
O fato de fazer uma escolha é algo bastante positivo e, logicamente, um privilégio para quem esta possibilidade. A dificuldade existe por se tratar de uma estratégia de carreira de alto investimento financeiro e pessoal.
O profissional fica temporariamente longe da empresa, provavelmente sem remuneração. Mas como disse Ralph J. Cordiner, ex-presidente do Conselho da General Eletric, “todo homem que aspire à liderança – para si mesmo e para sua empresa – deve estar disposto a empreender um programa pessoal de auto-aperfeiçoamento. Ninguém pode ordenar que um homem se desenvolva. Se ele fica para trás ou vai para frente em sua especialidade, é uma questão de esforço pessoal. Isso requer tempo, trabalho e sacrifício. Ninguém pode fazê-lo por você.”


